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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sábado, 13 de novembro de 2010
Que máximo !
Atriz com figurino em peça de 1886. Não tinha idéia que as pernas femininas poderiam ser mostradas no século XIX, fora dos espetáculos vaudeville.
Parcas do século XX
Vejam esta imagem arquetípica das Parcas, tirada no início do século XX . As três mulheres, fotografadas no ato de fiar lã para tricotar meias destinadas a soldados no front da I Guerra Mundial, são uma excelente tradução das Moiras; maior relação entre fiar - destino - vida (e morte) é impossível.
Aproveito para divulgar o site Wylio.com, que procura e disponibiliza fotos sem copyright . O link para o site está na legenda da foto e na barra lateral do blog.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Liberte-se !
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Para não dizer que não falei de flores II
Beleza é fundamental !
Fotografei estas orquídeas enquanto visitava o Circuito das Artes, no bairro do Jardim Botânico, aqui no Rio de Janeiro.
Ah, as orquídeas ! Mesmo em um cantinho escondido, estas faceiras se fazem notar...
terça-feira, 24 de julho de 2007
Memória e História (s)

Aqui estou com minha bisavó Anna. Nesta foto estão presentes dois campos simbólicos que demarcam minha trajetória profissional: o feminino e a ancestralidade. Não por acaso sou professora de História e Contadora de Histórias. Narrativas são o meu deleite. Como professora de História, sempre busquei as histórias fora da história oficial; como contadora de histórias, mergulho nas imagens multifacetadas produzidas pela humanidade, procuro as trilhas de sabedoria deixadas por nossos ancestrais. Anna, uma benzedeira, contava histórias de santos católicos. Eu conto histórias de Orixás.
A primeira vez que me considerei fazendo arte foi na militância partidária. Nos anos 90, dividi meu tempo entre a campanha teatral e, mais tarde, gabinete político- teatral do teatrólogo Augusto Boal e a minha dissertação de Mestrado em História, na PUC do Rio de Janeiro. Caminhando entre a apolínea PUC e o dionisíaco Centro de Teatro do Oprimido, passei quatro anos respirando duas qualidades de poeira: a dos arquivos, onde pesquisava, e a das ruas, onde eram realizadas as apresentações teatrais. Declaro que, até hoje, sou apaixonada pelas duas atividades. Tanto no teatro quanto no mestrado, o foco do meu trabalho era no feminino. Na época, era uma mulher dividida entre Atena e Afrodite; hoje me declaro filha de Oxum .
Venho de uma família de muitas mulheres, ouvia histórias de suas vidas, assisti algumas delas serem afastadas do sagrado direito de exercer seu potencial criativo. Foram precisos poucos anos de faculdade de História e, mais tarde, Ciências Sociais, para começar a estabelecer a ponte entre o pessoal e o político. O pessoal é político, já dizia o movimento feminista.
No magistério tive a oportunidade de vivenciar o que se tornou um divisor de águas em minha trajetória profissional: durante quatro anos trabalhei como professora na Penitenciária Feminina Talavera Bruce. O feminino apresentava-se ali, em uma de suas faces mais sofridas, sombrias e profundas.
Quando junto fotos imaginárias do meu trabalho tanto com as mulheres, na Talavera Bruce quanto nos dias atuais, contando histórias ou cocmo arteterapeuta, percebo que um fio une as diversas práticas _ a exclusão e as histórias silenciadas, contadas por outrem. O que mudou foi minha maneira de lidar com essas histórias. Se antes priorizava apenas a denúncia ,ação importante, sem dúvida, hoje priorizo a transformação. Mais do que denunciar uma situação de sequestro da cidadania, hoje busco trabalhar com o brilho inerente a cada ser humano. Saí do trabalho com a patologia social para trabalhar na promoção da cidadania plena _ e é aí que a Arteterapia entra em minha vida.
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terça-feira, 26 de junho de 2007
Fotografia...

Fotografias participam do mesmo campo simbólico da luz _ consciência e manifestação do sagrado. Oferecem ao olhar uma noção de tempo magnificada , porque congelada. Trazem informações e elaborações peculiares. Fragmentos congelados de um passado, são suporte para a fluidez narrativa, contam histórias...
Esta é minha foto preferida, tirada no Egito, em 1998. Aqui escrevo meu nome nas areias do Saara, consciente de que o tempo e o vento se encarregarão de apagá-lo; contudo, por um breve e eterno momento, alterei a forma de todo o Deserto. A luz intensa destaca a sombra. Luz e Sombra fazem parte do mesmo instante...
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