SOMOS TECELÃS DE MUITAS FACES E CULTURAS, TECENDO HISTÓRIAS ATRAVÉS DOS TEMPOS.

Tecendo a vida

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sábado, 2 de novembro de 2013

Reverenciando os ciclos


Bendita seja a Vida em todos os seus ciclos.
Minhas homenagens aos que já fizeram a travessia.
Meus respeitos aos ancestrais.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

Tecendo o 1 de maio

Em pé, Maria Aparecida, Maria Conceição e Nilza; sentadas, Cida, Maria José Goes, Maria José Cardoso e Maria Isabel: estrelas do teatro | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Neste 1 de maio, minha admiração por todos os trabalhadores e trabalhadoras será representada pelo Grupo de Teatro do Oprimido Marias do Brasil, valorosas mulheres, trabalhadoras domésticas, que há 15 anos utilizam a linguagem teatral para discutir as questões de sua profissão.

Leia aqui a reportagem de O Dia sobre essas mulheres maravilhosas, tecelãs de uma ação política revolucionária: o teatro.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Com as bençãos de Ixel.

Deusa Maia Ixel, protetora das tecelãs.


Em fase de iniciar os trabalhos finais do primeiro semestre do doutorado. Estou feliz pela escolha do programa, pela orientadora e, principalmente por perceber aceita a metáfora da pesquisa como um trabalho de tecer. Utilizei a imagem com algum receio, durante a disciplina ministrada por minha orientadora; estava pronta para receber o olhar de estranheza que sempre recebi ao me expressar a apartir de minhas imagens...

Para minha felicidade, a metáfora não só foi aceita, qualificada, como alimentada por leituras nas quais o encontro entre sujeito pesquisador e sujeito da pesquisa são considerados desejáveis para o estabelecimento de um novo paradigma. Pesquisar a partir de minha vivência, este é o desafio e o prazer.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Desce novamente às redes da vida do teu Povo Negro, Negra Aparecida!




Louvação a Mariama
(Milton Nascimento / pedro Casaldáliga / pedro Tierra)

- Mariama,
Iya, Iya, ô,
Mão do Bom Senhor!

Maria Mulata,
Maria daquela
colônia favela
que foi Nazaré.

Morena formosa,
Mater dolorosa,
Sinhá vitoriosa,
Rosário dos pretos mistérios da Fé.

Mãe do Santo, Santa,
Comadre de tantas,
liberta mulhé.

Pobre do Presépio, Forte do Calvário,
Saravá da Páscoa de Ressurreição,
Roseira e corrente do nosso Rosário,
Fiel Companheira da Libertação.

Por teu Ventre Livre, que é o verdadeiro,
pois nos gera livres no Libertador,
acalanta o Povo que está em cativeiro,
Mucama Senhora e Mãe do Senhor.

Canta sobre o Morro tua Profecia,
que derruba os ricos e os grandes, Maria.

Ergue os submetidos, marca os renegados,
samba na alegria dos pés congregados.

Encoraja os gritos, acende os olhares,
ajunta os escravos em novos Palmares.

Desce novamente às redes da vida
do teu Povo Negro, Negra Aparecida!

domingo, 7 de março de 2010

A todas nós, pelo 8 de março !



"Prefiro aproveitar a data, este ano, para fazer um brinde à nossa importância, não para a sociedade e nem para a família, mas umas para as outras. "
Martha Medeiros
Revista O Globo
Ano 5 - No. 293
7 de março de 2010.

terça-feira, 2 de março de 2010

Cinquenta anos !


Enfim completei 50 anos ou, dito de forma mais dramática, meio século _ de relevantes serviços  prestados á humanidade, é claro _ jubileu de ouro ou o que quer que seja utilizado para designar data tão simbólica.
A rigor foi mais um aniversário; contudo, não sei se conseguirei descrever a sensação de alforria que tomou conta de mim no dia 23 de fevereiro. Parecia que já havia pago a parte que me cabia em termos de convenções, normatizações e cobranças correlatas.É bem verdade que o corpo já não tem a agilidade dos 20 ou dos 30 mas o espírito, ah! este está no ponto.
Para celebrar tão auspiciosa data, fui para o lugar mais sagrado da minha cidade: o Cristo Redentor. De lá, vi a cidade de outro ponto de vista que creio ser a ótica que chegou para ficar _pelo menos até os 100 anos.
Parabéns para mim ! Eu mereço !

segunda-feira, 9 de março de 2009

Aniversário...




Fazer aniversário no Carnaval, estando na cidade de Paraty, não tem preço ! Beeemm... Até tem preço. Mas nada que um cofre de porquinho, alimentado durante o ano, não resolva.

Banhei meus agora 49 anos no mar azul e dancei-os na turma do sereno do Café Paraty . Para que desconhece o termo, turma do sereno são as pessoas que ficam do lado de fora dos shows e bailes, mas que aproveitam do mesmo modo. O lado de fora do Café estava infinitamente mais animado que o lado de dentro. Dançamos embalados por bons rocks dos anos 60 e 70 (em pleno Carnaval !).

Estou quase me convencendo de que sou uma coroa; então me preparo para começar a fazer novenas para a santa padroeira das coroas: Santa Dercy Gonçalves rsrsrsr...

sábado, 29 de novembro de 2008

Pandora revisitada





Sendo parte do gênero que, há milênios, é culturalmente responsabilizado por morder maçãs e abrir caixas, criei um espaço na agenda tão congestionada de final de ano para um ato de desagravo às minhas Ancestrais míticas: Eva e Pandora.

Abri ,então, a geladeira, peguei uma maçã bem vermelha ( vocês hão de convir que, num apartamento, em pleno século XXI, é impossível colher a fruta diretamente da Árvore da Vida) e confeccionei três caixas, para presentear três queridas companheiras de grupo de estudos.

Fazê-las, trouxe a tranquilidade e a vivência de
kairós, o tempo da justa medida, para os antigos gregos; uma bendita desaceleração. Escolher o que colocar no interior da caixa foi um exercício de selecionar o necessário para o momento, de entrar em contato com o desejo.

Nomeei as caixas de Kit Sombra, pois nosso grupo de estudos vêm trabalhando em torno do conceito junguiano de Sombra. Reuni alguns objetos que, simbolicamente, seriam facilitadores do encontro com a Sombra:

uma vela - para trazer à luz nossos conteúdos sombrios, permitindo-nos olhá-los.
um fio - para que possamos trilhar no labirinto de nós mesmas.
um cristal - para arquivarmos nosso conhecimento construído coletivamente
um ramo de alecrim - para proteger e perfumar nossa jornada.

Com uma sensação de Pandora revisitada, terminei o trabalho e fui dormir desejando a chegada do dia seguinte dia seguinte, quando iria entregar as caixas. Ao fazer as pequenas lembranças para minhas amigas, a verdadeira presenteada fui eu. Aqui estão as fotos. O paninho de crochê foi feito por minha mãe.

Ah, a maçã? Estava deliciosa...mmmmm....


domingo, 15 de junho de 2008

Tempo...


IMAGEM: FIERY DANCE , Vladimir Kush

"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu..."
"És um Senhor tão bonito... Tempo, Tempo, Tempo, Tempo..."

Pois é... Recebi hoje este e-mail de uma amiga desde os tempos de faculdade, já lá se vão 27 anos.Ester e eu somos amigas muito especiais: há vinte e dois anos não nos encontramos pessoalmente, mas, quando nos falamos, parece que damos continuidade a um encontro recente.

Vi , nas fotos do Blog, a mesma menina sorridente, vestindo um estilo de roupas muito próprio e confiante na mudança do mundo para melhor que eu conheci na faculdade!
Eu acredito, amiga : com certeza VOCÊ FAZ A DIFERENÇA.

Beijos.

O e-mail tocou naquele pontinho de saudade dos tempos de faculdade, tempos de sonhos e de 'Coração de Estudante'. Fiquei emocionada por constatar, através do olhar generoso de uma amiga, que o sonho e o coração permanecem, com mais experiência, e, agora com a responsabilidade concretizarem-se ao máximo possível.